domingo, 31 de julho de 2011

Ronaldinho decide contra ex-clube, e Fla bate Grêmio

    A recente boa fase de Ronaldinho pelo Flamengo tem uma pecularidade: o jogador costuma aparecer quando é instigado, quando há algo a provar. No dia em que brilhou contra o Atlético-MG, ouvia críticas pelas noitadas. Na última quarta, havia a expectativa pelo duelo com Neymar. Neste sábado, foi a vez do primeiro encontro com o Grêmio, clube que o revelou e que brigou para contratá-lo no início do ano. Foi de Ronaldinho o passe para o primeiro gol da vitória rubro-negra, marcado por Thiago Neves. No segundo, aproveitou lambança de Victor, que tentou driblá-lo, e resolveu o jogo: 2 a 0.
Ronaldinho tenta drible sobre André Lima.
    O Flamengo mantém a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, com 27 pontos, um a menos do que o Corinthians, que neste domingo pega o Avaí na Ressacada. Já o Grêmio segue em situação delicada na competição. Com 13 pontos, não vence há três jogos e corre risco de entrar na zona de rebaixamento nesta rodada, dependendo dos resultados de Santos, Bahia e Atlético-GO.
    Na próxima rodada, o Flamengo vai até a Arena do Jacaré enfrentar o Cruzeiro, quarta-feira, às 21h50m. O Grêmio recebe o Atlético-MG no mesmo dia, às 19h30m.
    A tese de que a leveza do meio-campo do Santos contribuiu para os cinco gols do Flamengo na quarta-feira ganhou peso nos minutos iniciais do jogo deste sábado. O Grêmio entrou no Engenhão para dificultar ao máximo o início das jogadas rubro-negras. Quando o time de Luxemburgo tinha a bola, a equipe gaúcha se fechava com duas linhas de quatro. O Flamengo sofria e errava passes em sequência. Foram 20 erros rubro-negros contra 13 gremistas na etapa inicial.
    O lado direito da defesa era uma preocupação especial do Grêmio. Saimon e Mário Fernandes se alternavam no setor, para não dar espaços a Ronaldinho. Quando a bola chegava ao pé do camisa 10, o Engenhão comemorava. Na primeira jogada, o astro retribuiu os gritos com uma linda virada de bola para Léo Moura. Mas até ali era o Grêmio o mais perigoso, com duas boas jogadas individuais de Escudero e Leandro.
    A primeira finalização perigosa rubro-negra só aconteceu aos 22, quando um escanteio sobrou para Renato. O chute bateu na defesa e saiu. O cenário era tenso para a até então empolgada torcida que encheu o estádio (24.467 pagantes), mas a fase de Ronaldinho é definitivamente especial. Aos 27, o camisa 10 recebeu livre, num raro cochilo da força gremista. Ele gingou e cruzou na medida para Thiago Neves marcar seu segundo gol de cabeça em dois jogos seguidos: 1 a 0.
    O gol deu confiança ao Flamengo, que só foi ameaçado quando Willians errou um bote em Lúcio. O lateral cruzou, e Airton evitou que a bola chegasse a André Lima. Pouco depois, em disputa na
No segundo tempo, o cenário continuou parecido. Ronaldinho Gaúcho chamava atenção com jogadas plásticas. Em uma delas, aos dez minutos, jogou a bola entre as pernas de Mário Fernandes e foi derrubado na área. Pênalti não marcado por Sálvio.
   O Grêmio tentava atacar, mas parava na força de Willians e Airton na marcação. O time de Julinho Camargo só conseguia levar perigo quando a bola chegava aos atacantes para jogadas individuais contra os zagueiros rubro-negros. Welinton foi driblado por André Lima em lance perigoso. Leandro dava trabalho a Angelim.
    Para buscar o empate, o Grêmio precisava de mais velocidade no meio. Do outro lado, o Flamengo dava sinais de cansaço. Ronaldinho errou duas tentativas de jogada individual. Thiago Neves se esforçava, mas sentia falta de aproximação dos companheiros. Os dois técnicos, então, resolveram mudar ao mesmo tempo. Entraram Lins e Bottinelli. Não houve ousadia. Saíram Leandro e Deivid. O Flamengo continuaria no contra-ataque, e o Grêmio seguiria sem movimentação no meio.
    Aí veio o erro fatal de Victor. O goleiro dominou a bola na área e tentou ser Ronaldinho Gaúcho. Gingou para driblar e foi desarmado pelo camisa 10, que tocou para o gol vazio.
Ronaldinho ainda teve a chance de fazer o terceiro, mas Leonardo Moura rolou mal uma bola em que estavam os dois praticamente sozinhos contra Victor. A torcida pouco ligou. Aplaudiu até substituição, quando Jael entrou no lugar de Thiago Neves. Julinho ainda colocou Marquinhos e Mithyuê em campo, mas não conseguiu reagir.

Fonte: globoesporte.com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Torcida recebe o Flamengo com festa no Rio e empolga R10: 'É lindo'

   Parecia até conquista de título. Foi desta maneira que a delegação rubro-negra desembarcou na tarde desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, após a épica vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro. Com muito entusiasmo, cerca de 200 torcedores receberam os jogadores no aeroporto Santos Dumont.
Ronaldinho é cercado durante o desembarque do Flamengo.
    Autor de três gols e grande nome do jogo na Vila Belmiro, Ronaldinho foi o mais assediado. O camisa 10 da Gávea foi cercado e escoltado pelos extasiados torcedores, que causaram um grande empurra-empurra para chegar perto do jogador. Sobrou até para os fotógrafos que buscavam o melhor ângulo do craque. No meio do tumulto, dois deles caíram no chão.
    Questionado qual seria a palavra para definir o momento, Ronaldinho usou dois de seus já tradicionais jargões.
- Alegria. Flamengo é Flamengo, sem dúvida. É lindo – disse o meia, que parecia impressionado com a recepção e mostrou preocupação com as quedas dos fotógrafos.
    Não com a mesma intensidade, mas também tratado como herói, o goleiro Felipe, que defendeu um pênalti de Elano, mostrou-se impressionado com a recepção da torcida rubro-negra.
- Chega a ser assustador. Flamengo é assim mesmo - disse o goleiro, com um sorriso no rosto.
    Já Thiago Neves, outro destaque da partida, preferiu não falar. Na semana passada, durante o desembarque após o empate com o Palmeiras, o meia causou polêmica ao afirmar que ele e Ronaldinho teriam forçado o terceiro cartão amarelo.
    Os jogadores do Flamengo ganharam folga e reapresentam nesta sexta-feira, no Ninho do Urubu. Em seguida, seguem para a concentração. O time enfrenta o Grêmio, no sábado, às 18h30m, no Engenhão.

Fonte: globoesporte.com

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fla vence de virada o Santos numa partida espetacular na Vila

   Difícil achar um adjetivo para qualificar o que Santos e Flamengo fizeram nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Brasileirão. Um show, um concerto, um espetáculo? É pouco. Foi, enfim, um jogo histórico, que será lembrado por muito tempo. No fim, o Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho, que saiu perdendo por 3 a 0, acabou levando a melhor sobre o Santos, num 5 a 4 de encher os olhos, para apagar da memória dos torcedores brasileiros o burocrático futebol apresentado pela Seleção Brasileira na Copa América. O craque rubro-negro, enfim, mostrou a que veio quando retornou ao Brasil. Foi genial, como há muito tempo não era, marcando três gols, chegando a oito, artilheiro da competição. Neymar também brilhou, com dribles desconcertantes e dois gols, o primeiro antológico.
Ronaldinho Gaúcho faz a festa na Vila Belmiro.
     Ninguém tinha dúvidas de que seria um grande jogo, mas acabou saindo melhor, bem melhor mesmo, do que a encomenda. Craques dos dois lados, jogadas de efeito e muitos gols - um deles, de Neymar, uma obra de arte. Foram seis tentos apenas no primeiro tempo. As duas zagas sofreram muito e falharam demais também. Bom para o espetáculo, que começou com o Santos como protagonista.
    Tocando fácil, de primeira, Ganso, Elano e Ibson se achavam em campo. E todos encontravam Borges. Elano, principalmente. Num lançamento primoroso, logo nos movimentos iniciais da partida, o meia largou o camisa 9 na cara de Felipe. Com extrema tranquilidade, o parceiro de Neymar deu um leve toque, o suficiente para tirar a bola do alcance do goleiro rubro-negro.
    O Fla até tinha a bola e explorava bem o lado esquerdo da defesa alvinegra, com Luiz Antônio aproveitando-se dos espaços às costas de Léo. Mas o Peixe era mais incisivo. Borges ampliou, completando jogada individual de Neymar, que, deitado no chão, conseguiu acertar o passe para o companheiro.
    O time rubro-negro parecia entregue. E Neymar, inspirado. A goleada estava desenhada e com um toque de gênio. Aos 26, o craque santista arrancou pelo meio, jogou para Borges, que escorou e devolveu. Num drible improvável, o camisa 11 passou por Welinton, Angelim e ficou na frente de Felipe. O toque final foi leve, por baixo do goleiro. A Vila Belmiro aplaudiu de pé.
    A festa alvinegra estava armada. Cabia muito mais. Aliás, houve muito mais. Só que, agora, por parte do Flamengo. O jogo mudou de lado. O Rubro-Negro não se intimidou com a vantagem adversária e continuou indo para cima. Marcou dois gols rápidos, com Ronaldinho e Thiago Neves e pressionou o Santos, que apresentava muitas falhas defensivas. Lembrou o time de 2010, que dava sustos na mesma medida em que marcava gols.
Thiago Neves marca o segundo gol do Fla, de cabeça.
    Foi aí que apareceu o vilão da noite. Neymar, endiabrado, invadiu a área pela esquerda e caiu. O árbitro marcou pênalti de Willians. Uma marcação duvidosa. Borges pegou a bola para bater, mas Elano assumiu a bronca. Queria se redimir do vexame da Copa América, quando, na decisão por penalidades nas quartas de final, contra o Paraguai, ele mandou uma bola na estratosfera, muito acima da meta. Em momentos difíceis, abusar não costuma ser prudente. Uma cavadinha displicente. A bola, leve, tranquila, morreu nos braços de Felipe, que ainda teve tempo de 'descontar' a ousadia do santista ao fazer embaixadinhas antes de repor a bola em jogo.
   A Vila caiu em vaias na cabeça de Elano, que chegou a fazer sinais para os alvinegros descontentes. Para piorar a situação do meia santista, Deivid, escorando cobrança de escanteio, empatou a partida. O Flamengo estava vivo; o Santos, adormecido. Elano, em maus lençóis.    O segundo tempo foi tão eletrizante quanto o primeiro. O Fla foi melhor, teve mais a bola. Chegou, inclusive, a encurrralar o Peixe. O sistema defensivo santista falhava na marcação. Ronaldinho e Thiago Neves tinham muito espaço para trocar passes. Os alvinegros, mal posicionados, corriam atrás. Neymar, porém, fazia a diferença. Puxando contra-ataques, ele tirou o Peixe do sufoco logo após o início do segundo tempo, arrancando pela esquerda e dando um toque inspirado para matar Felipe.
    Mas Neymar não era o único protagonista do jogaço. Ronaldinho Gaúcho mostrou que o craque pensa à frente, surpreende, improvisa. Falta na entrada da área, pelo lado direito. Rafael armou a barreira e se posicionou no lado direito. Todos esperavam a batida por cima da barreira. Esperto, o camisa 10 tocou rasteiro. A bola passou por baixo e enganou o goleiro santista. 4 a 4!
    A Vila Belmiro não respirava. Privilegiadas, as quase 13 mil testemunhas do jogo do ano no Brasil não desgrudavam os olhos do gramado. Qualquer piscada e se perderia um drible de Neymar, um toque refinado de Ronaldinho.
    Neymar driblava, chutava, só sofria mesmo com a marcação de Willians. O jeito era fazer a bola não chegar ao astro santista. Foi isso o que o Flamengo fez quando roubou a bola no meio de campo - num erro de Ganso. Um contra-ataque mortal, com Ronaldinho arrancando pela esquerda, invadindo a área e definindo o placar.
   Uma salva de palmas para o futebol.
   VEJA OS GOLS:

Fonte: globoesporte.com

Fifa anuncia datas da Copa do Mundo e da Copa das Confederações

    A Fifa confirmou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro, as datas oficiais da Copa de 2014 e da Copa das Confederações, em 2013. O secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, foi quem fez o anúncio.
Valcke e Blatter no Rio.
    A Copa do Mundo acontecerá de 12 de junho a 13 de julho de 2014. Já a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho de 2013. As informações foram confirmadas nas primeiras palavras de Valcke nesta quarta-feira no encontro com os jornalistas.
    O secretário-geral da Fifa afirmou ainda que a entidade recebeu informações positivas da construção dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014, principalmente Natal e São Paulo, as sedes mais atrasadas em relação às arenas que serão utilizadas no torneio.
    A Fifa não anunciou de forma oficial as cidades que receberão a Copa das Confederações. Mas a tendências é que cinco sedes recebam os jogos: Rio de Janeiro (Maracanã), Belo Horizonte (Mineirão), Porto Alegre (Beira-Rio), Brasília (Estádio Nacional) e Salvador (Fonte Nova).

Fonte: globoesporte.com

Felipe França é ouro no mundial nos 50m peito

   No Mundial de 2009, em Roma, Felipe França ajoelhou-se no pódio e, com a medalha de prata pendurada no pescoço, desabou em choro. Ao seu lado, de pé, o sul-africano Cameron Van Der Burgh era o dono do ouro nos 50m peito. Dois anos depois, tudo mudou. Na manhã desta quarta-feira, já de noite na China, o brasileiro precisou de 27s01 para conseguir o que parecia improvável: derrubou o temido adversário, bateu em primeiro na piscina de Xangai e arrancou uma inédita medalha de ouro para o Brasil. No pódio, manteve-se de pé e não derramou uma lágrima. Ouviu o hino e sorriu. Desta vez, um sorriso de campeão mundial.
Felipe França é o novo campeão mundial
    Van Der Burgh não ficou sequer com a prata. Com o tempo de 27s19, chegou em terceiro, atrás do italiano Fabio Scozzoli, que cravou 27s17 e garantiu o segundo lugar. Religioso, Felipe misturou em sua lista de agradecimentos o divino e o terreno.
- Não tenho muita coisa para falar, apenas dou graças a Deus por ganhar essa medalha de ouro. Treinei bastante para isso, junto ao meu técnico Arilson e ao biomecânico Paulo César. Desde o começo do ano temos trabalhado na performance de cada centímetro na piscina para melhorar o desempenho de cada segundo, de cada centésimo, a cada dez metros, a cada cinco metros - afirmou o novo campeão mundial.
   De camiseta branca e grandes fones no ouvido, Felipe apareceu no Centro Esportivo Oriental ouvindo música e foi se preparar na raia 5. Após o silêncio que tomou conta do complexo na hora da largada, o brasileiro saltou rumo ao ouro. Em prova muito disputada, chegou em primeiro e festejou com raiva. Com a expressão fechada, levantou os dois braços apontando para o céu. Depois socou a água com a mão esquerda, cerrou o punho direito e vibrou muito.
    No pódio, enquanto Van Der Burgh e Scozzoli recebiam suas medalhas, Felipe passou boa parte do tempo ajeitando o cabelo. Subiu no degrau mais alto, acenou para o público e cumprimentou os rivais. Olhou para a medalha, conferiu a cor e suspirou. Segurou o choro e, já no fim do hino, fechou os olhos. Ao contrário de 2009, não se ajoelhou e não derramou uma lágrima. Mas sorriu quando a bandeira brasileira chegou no alto.
    Na semifinal, Felipe tinha avançado com o segundo melhor tempo, 26s95, atrás apenas de Van Der Burgh, até então uma pedra no seu sapato. O brasileiro até tinha vencido um capítulo da rivalidade no ano passado, quando bateu o rival no Mundial de piscina curta. Agora, na longa, dá o troco de 2009, vence a prova - que não está no programa olímpico - e conquista o terceiro ouro do Brasil no Mundial de Xangai. Os outros foram de Ana Marcela na maratona aquática de 25km e de Cesar Cielo nos 50m borboleta.
   O ouro redime com sobras o brasileiro na China. Em sua primeira prova no Mundial, os 100m peito, sequer conseguiu avançar à final. Culpou uma dor de cabeça e deixou a piscina chateado, em silêncio. Agora, conseguiu soltar o sorriso de campeão.


 Fonte: globoesporte.com

sábado, 23 de julho de 2011

Mesmo precisando de um bom resultado Fla e São Paulo só empatam

Sem seus craques Fla leva apenas empate contra o Ceará

   A opção de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho forçarem o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Palmeiras, revelada pelo próprio camisa 7, pode ter custado caro ao Flamengo. Neste sábado, o time jogou contra o Ceará, no estádio Moacyrzão, em Macaé, e não passou de empate por 1 a 1. Renato abriu o placar para o Rubro-Negro, que dominou a etapa inicial, mas Felipe Azevedo deixou tudo igual para o Vozão no segundo tempo, que teve os visitantes bem melhores em campo. Nos minutos finais, a torcida rubro-negra vaiou muito o zagueiro Welinton, que falhou no gol dos visitantes.
Argentino Bottinelli, nesta partida foi titular.
    Com o resultado, o Flamengo se manteve, ainda que de forma provisória, na terceira posição do Campeonato Brasileiro, com 21 pontos. O time, que segue invicto, agora tem mais empates do que vitórias (seis a cinco). O Ceará, única equipe a derrotar o Flamengo no ano (pela Copa do Brasil), aparece agora em décimo lugar, com 15 pontos. Lidera o campeonato o Corinthians, que tem 28 pontos e ainda não fez seu jogo pela 11ª rodada. A partida é neste domingo, contra o Cruzeiro, no Pacaembu.
Sem Airton, Thiago Neves e Ronaldinho, suspensos, o Flamengo teve um time de cara nova em campo. Willians foi recuado para exercer a função de primeiro volante. O jovem Luiz Antônio foi escalado como segundo homem, com Renato e Bottinelli completando o setor de meio. No ataque, Diego Maurício fez companhia a Deivid.
   Disposto, o Fla tratou de marcar por pressão no início e dominou as primeiras ações do jogo. O Ceará, que entrou em campo com três volantes (Michel, João Marcos e Heleno), encontrou dificuldades para sair de seu campo de defesa. Thiago Humberto, o responsável pela criação na equipe do Vovô, esteve apagado e pouco criou quando pegou na bola.
   Principalmente pelo lado direito, com boas subidas de Léo Moura e constantes penetrações de Luiz Antônio, o Flamengo incomodou. O Rubro-Negro, entretanto, teve dificuldade na hora do último passe. Uma vez com Diego Maurício, outra com Luiz Antônio, o Fla entrou bem pela direita, mas errou na hora do cruzamento.
   Muito retraído, o Ceará esteve bem perto de abrir o placar aos 27 minutos. O goleiro Felipe bateu mal um tiro de meta e deu um presente ao Vozão. Osvaldo entrou livre e bateu na saída do goleiro, que ainda tocou na bola. Ela saiu raspando o travessão. Na cobrança do escanteio, Diego Sacoman, sozinho na pequena área, cabeceou para fora.
   Refeito do susto, o Flamengo tratou de voltar ao ataque e abriu o marcador aos 32. Junior Cesar fez belo cruzamento, do lado esquerdo, e encontrou Renato sozinho dentro da área. O meia, que é famoso por sua bomba de canhota, emendou de primeira, com o pé direito, e fez um belo gol
   Em vantagem, o Flamengo conseguiu se manter sereno e acalmou parte da torcida, que já começava a dar sinais de impaciência. No momento em que o gol saiu, o técnico Vanderlei Luxemburgo chegou a discutir com alguns torcedores que estavam atrás do banco rubro-negro. Os times foram para o intervalo com o placar de 1 a 0. Na volta para o segundo tempo, o técnico Vagner Mancini mexeu no time do Ceará: o inoperante Thiago Humberto deu lugar a Felipe Azevedo.
    O panorama no início do segundo tempo foi completamente diferente do primeiro. Mais lento, o Flamengo até que se manteve com mais posse de bola, porém deixou de exercer pressão sobre o Ceará. O time visitante, por sua vez, ganhou, ainda que timidamente, em poderio ofensivo. Washington, aos 5, conseguiu uma boa virada dentro da área, mas Felipe estava atento e defendeu, sem dar rebote.
    Com o Ceará mais animado e rondando a área rubro-negra, Vanderlei Luxemburgo resolveu mexer na equipe. O atacante Diego Maurício deu lugar ao meia Vander. A resposta de Vagner Mancini se deu logo na sequência: o lateral Boaideiro foi substituído pelo meia Enrico. Desta forma, João Marcos foi deslocado para a lateral direita. A partir daí, o jogo virou totalmente a favor do Ceará.
    Já quase aos 30 minutos, o Vozão, cada vez mais dominante na partida, deu sua última cartada ao colocar sangue novo no ataque. Washington saiu para a entrada de Marcelo Nicácio. O Ceará, cercando mais o Rubro-Negro, rondava a área a todo momento, mas tinha dificuldade para criar chances cristalinas de gol.
Preocupado, Luxa pôs o Flamengo ainda mais defensivo. Bottinelli deu lugar ao jovem volante João Vítor. De nada adiantou. O Ceará seguiu melhor e, aos 35, chegou ao empate. Welinton errou após um desarme, e Osvaldo tomou-lhe a bola. O jogador deu passe açucarado - por entre as pernas do mesmo Welinton -  para Felipe Azevedo, que passou por Felipe e empurrou para o gol. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.
    Com o placar empatado, Vanderlei Luxemburgo fez sua última alteração. Desta vez, levando o time mais ao ataque, com a entrada de Thomás, atacante dos juniores, no lugar de Luiz Antônio. Pouco adiantou. Apesar de ter tentado, o rubro-negro não conseguiu mais balançar a rede. Tampouco o Ceará. E o jogo acabou mesmo 1 a 1, com vaias da torcida.
Na próxima rodada, o Flamengo visita o Santos, quarta-feira, na Vila Belmiro. O Ceará joga na quinta-feira, contra o Atlético-PR, no Presidente Vargas.


São Paulo só empata com Atlético-Go na estréia de Adilson

    Definitivamente, o Atlético-GO não traz boas recordações a Adilson Batista. Responsável pela demissão do técnico no Corinthians no ano passado, após uma vitória por 4 a 3 no Pacaembu, o Dragão do Centro Oeste resolveu complicar a estreia do treinador no São Paulo, desta vez com um empate por 2 a 2 no Morumbi.
Dagoberto, umdos melhores jogadores da partida.
   O resultado pode até ser considerado injusto pelo que as duas equipes mostraram em campo, mas expôs uma grave carência do time são-paulino. O Tricolor foi superior, teve mais posse de bola, criou mais chances e esteve mais perto do gol o tempo todo, mas sentiu demais a falta de uma referência dentro da área. E para completar sua noite irregular, a defesa, que havia dado sinais de recuperação, falhou nos dois gols do adversário.
   Com o tropeço em casa, o São Paulo perde a chance de se aproximar do líder Corinthians, que joga neste domingo, contra o Cruzeiro, no Pacaembu. Já a equipe goiana segue na zona de rebaixamento, com nove pontos conquistados em 11 rodadas.
   A etapa inicial foi de poucas emoções no Morumbi. O São Paulo mudou o técnico, mas manteve o padrão tático, com três homens de marcação no meio-campo, um armador e dois velocistas no ataque - o setor, porém, seguia sem uma referência na área. Do outro lado, um desesperado Atlético-GO, que tentou montar um ferrolho com cinco homens no meio-campo e apenas um homem à frente. A estratégia era marcar forte para tentar surpreender no contra-ataque.
    O gramado do Morumbi, então, tornou-se um tabuleiro de xadrez. E teve sua primeira peça mexida aos oito minutos, quando Rhodolfo, de cabeça, fez 1 a 0, após cobrança de falta de Dagoberto. No entanto, nada mudou. Mesmo em desvantagem, o Dragão seguiu recuado. Isso significa que, em determinados lances, até 18 jogadores ocupavam a mesma faixa de campo. Com os espaços escassos, o São Paulo passou a ter muita dificuldade para criar.
    Rivaldo era muito bem marcado por Rômulo. Lucas, por onde fosse, tinha a companhia de Agenor. Bida, o terceiro volante, era responsável por pegar o elemento surpresa que vinha de trás. Jean e Juan até se apresentavam para o apoio, mas a falta de uma referência na área não permitia criação de jogadas pelas pontas. Pelo meio, a equipe forçava as tabelas, mas errava muitos passes. Duas chances foram criadas, mas Dagoberto finalizou ambas de maneira incorreta.
    Com pouquíssima força ofensiva, o Atlético-GO só poderia chegar ao gol adversário em uma bobeada da defesa são-paulina, que foi o que ocorreu aos 44. Após cobrança de falta rápida pelo meio, Bida surgiu nas costas de Xandão e bateu no alto, sem chance de defesa para Rogério Ceni: 1 a 1. E vaias surgiram no Morumbi no apito de Alício Pena Júnior para o intervalo.
    As duas equipes voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo. E o que faltou ao São Paulo nos primeiros 45 minutos apareceu aos oito, quando saiu o segundo gol. Dagoberto recebeu de Juan pela esquerda e cruzou na cabeça de Rivaldo que, como se fosse um autêntico centroavante, surgiu nas costas de Gilson, e testou no canto esquerdo de Márcio - 2 a 1 e festa para o veterano de 39 anos.
    Ao contrário do que ocorreu na primeira etapa, o gol fez muito bem ao Tricolor, que tomou conta da partida e passou a criar seguidas chances para aumentar sua vantagem. Wellington, em chute pela direita, exigiu boa defesa de Márcio. Rivaldo, após passe perfeito de Lucas, ficou cara a cara com o goleiro rival, mas chutou por cima do gol. Satisfeito, Adilson Batista fez sua primeira alteração aos 22, quando sacou o estreante Denilson, que teve boa atuação, para colocar o também volante Rodrigo Caio.
    Dois minutos depois, no entanto, o domínio tricolor transformou-se em preocupação, quando Anselmo, após cruzamento de Rafael Cruz, aproveitou novo vacilo da zaga são-paulina e deixou tudo igual no marcador. Imediatamente, o treinador tricolor resolveu apostar novamente no banco, sacando um volante (Carlinhos Paraíba) para colocar mais um homem de frente (Fernandinho). Em seu primeiro lance de perigo, o atacante deixou Juan na cara do gol, mas o camisa 6 falhou na finalização.
    Os 15 minutos finais foram dramáticos. O São Paulo, mesmo sem organização, foi para cima na base do desespero. E aos 48, Fernandinho quase fez um gol de placa. O camisa 12 arrancou pelo meio, passou pelos marcadores, invadiu a área e bateu cruzado. Márcio fez grande defesa e garantiu o precioso ponto para o Atlético-GO.

Fonte: globoesporte.com

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Timão ganha enquanto Fla empata e perde a vice-liderança

Timão vence Botafogo e dispara de vez na liderança

   No castigado gramado de São Januário, que foi camuflado com uma mistura de areia e tinta verde, o Botafogo demonstrou fibra e mais volume de jogo, mas se deixou envolver pela frieza do rival, que apostou na marcação forte e nos contra-ataques. A torcida chiou com alguns jogadores. O meia Maicosuel, por exemplo, foi substituído na etapa final e saiu vaiado. Já o técnico Caio Júnior ouviu pedidos por Cuca, que já trabalhou no clube e está desempregado desde a saída do Cruzeiro. O time continua fora do G-4: é o sexto, com 16 pontos. Foi apenas a segunda derrota da equipe na competição, a primeira em casa, mas o Alvinegro não vence há três jogos.
   O Timão iguala um recorde que pertencia justamente ao Botafogo. Em 2007, o Glorioso ficou dez jogos sem perder, melhor início de campeonato desde que o torneio passou a ser disputado por pontos corridos.       O Bota volta a jogar no próximo sábado, contra o Atlético-PR, em Curitiba, às 18h30m. No dia seguinte, o Corinthians recebe o Cruzeiro, às 16h, no Pacaembu.
   Caio pisou no gramado de São Januário, tomou o lado direito do ataque do Botafogo para si e por lá ficou. Contra um, dois e até três marcadores, ele não se intimidou. Sempre que recebia a bola, partia em velocidade até a linha de fundo para tentar descolar um cruzamento. Fez isso por mais de uma vez, levou perigo, mas no fim trombava em Leandro Castán ou Fábio Santos.Weldinho fez o mesmo pela lateral direita do Corinthians. Ele soube tirar proveito dos espaços deixados por Lucas Zen, volante improvisado na lateral, e foi figura constante nos avanços do Timão. Apesar de ter menos posse de bola, a equipe de Tite soube controlar a partida. Marcação firme e contra-ataque perigoso. Assim os corintianos assustaram. Os volantes Ralf e Paulinho se aproximavam de Danilo, William, Jorge Henrique e Liedson na frente. Os três últimos, aliás, investiram na movimentação para fugir dos marcadores.     Além de lançar Caio bem aberto pela direita, o técnico Caio Júnior apostou em Elkeson e Maicosuel pela esquerda, e Herrera mais adiantado. Mas foi com o moicano-rastafari Fábio Ferreira que o time conseguiu chegar pela primeira vez, só aos 20 minutos. Após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou para o zagueiro na área, e o chute forte passou perto do travessão. Estreante da noite, o volante Renato correu, se esforçou, mas não foi além de uma boa inversão de jogo e uma cobrança de falta muito ruim.
    Na base do estilo brigador, Herrera criou a melhor chance do Botafogo, aos 40. O argentino disparou até a entrada da área e bateu firme de pé esquerdo. A bola acertou a trave do goleiro Julio César, que chegara atrasado no lance. No minuto seguinte, o Bota reclamou de um pênalti. Caio acreditou na disputa de bola com Fábio Santos na linha de fundo e ganhou. Caído no gramado, o lateral esticou o braço e derrubou o atacante no limite da área. O árbitro André Luiz de Freitas Castro nada marcou.
    O mesmo Fábio Santos deu o passe para o gol de Liedson, aos 43. Jorge Henrique abriu na esquerda para o lateral, ele disparou pela avenida deixada por Alessandro e cruzou no pé do camisa 9: quinto gol dele no Brasileirão.
Liédson, atacante do Corinthians.
    Não foi o Botafogo que a torcida esperava no segundo tempo. Muito pelo contrário. Em desvantagem, o time criou pouco. Apesar da vontade, Caio, Elkeson e Maicosuel voltaram sem inspiração e foram bem marcados. O Mago, por exemplo, ouviu algumas vaias nas vezes que não conseguiu superar os adversários com dribles e arrancadas. Herrera não passou de uma figura esforçada.
    Com a frieza que tem marcado a campanha quase perfeita, o líder do Brasileirão foi sempre mais perigoso. William e Weldinho tiveram boas chances de ampliar. Na melhor delas, aos 26, o atacante buscou o ângulo de Jefferson. De volta depois de servir a Seleção Brasileira na Copa América, o camisa 1 saltou bonito para espalmar.
    Caio Júnior fez as três alterações do Botafogo num curto espaço de tempo. Ele lançou o estrante Alexandre Oliveira no lugar de Caio, tirou Lucas Zen da lateral esquerda e colocou Márcio Azevedo e trocou Maicosuel por Thiago Galhardo. Ao deixar o campo, o camisa 7 ouviu mais vaias. O Alvinegro melhorou e criou algumas boas chances, inclusive na bola parada. Aos 33, Alexandre Oliveira recebeu cruzamento na área e, sozinho, mergulhou para cabecear na trave. No rebote, Fábio Ferreira isolou.
Tite também mudou. O técnico colocou Emerson no lugar de Jorge Henrique, Alex no de William e Edenilson na vaga de Liedson. A equipe, que havia perdido a força no contra-ataque, só voltou a assustar aos 38. Alex deixou Emerson na cara do gol, ele encobriu Jefferson, mas a bola tocou no travessão. Quase um golaço do Sheik.
    Ainda havia tempo para um susto e mais um gol. Aos 41, o goleiro Julio César machucou o dedo mínimo da mão esquerda em uma defesa simples. Ao se levantar para a reposição de bola, pediu atendimento médico. Quando tirou a luva, se desesperou com o dedo mínimo da mão esquerda torto. Naquele momento, Tite não poderia mais fazer mudanças, e o camisa 1 continuou em campo. Aos 48, o golpe de misericórdia. Edenilson chutou forte, e Paulinho aproveitou o rebote de Jefferson para fazer o segundo. Quem segura o Corinthians?


 Palmeiras e Fla empatam em jogo nada convincente

    Era natural que o duelo entre Palmeiras e Flamengo fosse cercado de expectativas, até pela recente polêmica envolvendo o atacante Kleber. Mas, na volta do Gladiador ao time de Luiz Felipe Scolari, ninguém brilhou. Em um jogo muito brigado taticamente, mas de poucas chances reais, Verdão e Fla ficaram no 0 a 0 nesta quarta-feira, no Pacaembu, e mantiveram suas posições na tabela do Campeonato Brasileiro. A equipe da casa até buscou mais o gol, mas não conseguiu traduzir essa superioridade no resultado final. O atacante do Palmeiras fez seu sétimo jogo na competição e não pode mais jogar por outro clube da Série A, dando fim ao polêmico interesse do próprio Fla em seu futebol.
    Quente, mesmo, só o fim da partida. Revoltado com a atitude de Kleber, que não devolveu a bola após um lance de bola ao chão, o goleiro Felipe esbravejou em direção ao adversário e gerou um princípio de confusão generalizada. Leandro Vuaden, árbitro da partida, nada fez.
Desentendimento entre jogadores.
    O empate revela o equilíbrio entre Palmeiras e Flamengo, duas das equipes mais organizadas desse Brasileirão. Os comandados de Luxa chegam aos 20 pontos e seguem na terceira posição, ainda invictos no campeonato e na perseguição ao líder Corinthians (28). Com 19, o Verdão mantém o quarto lugar, segue sem derrotas em casa, mas perde os 100% de aproveitamento como mandante.
    Na próxima rodada, o Palmeiras vai até Volta Redonda enfrentar o Fluminense, às 16h. Já o Flamengo, sem os suspensos Ronaldinho e Thiago Neves, pegará o Ceará no sábado, às 21h, em Macaé.
    O clima amistoso fora das quatro linhas não se manteve em campo. Antes do apito inicial, Felipão e Luxemburgo se cumprimentaram e ainda abraçaram a maioria dos jogadores adversários. Mas, nos primeiros três minutos, uma entrada de Marcos Assunção em Willians e outra de Renato em Cicinho mostraram que a temperatura seria alta – com a conivência do árbitro Leandro Vuaden, habituado a marcar poucas faltas.
    Taticamente, o Fla conseguiu dominar o meio-campo pelos primeiros 20, 25 minutos. Isso porque a mobilidade de Airton, Renato e Willians confundia a marcação palmeirense. Pelo lado direito do ataque, Thiago Neves levou vantagem sobre Gabriel Silva e criou as duas melhores chances rubro-negras – uma delas exigiu grande defesa de Marcos.
    O ataque palmeirense era tímido, já que Cicinho se preocupava com a marcação em Ronaldinho Gaúcho. Quando resolveu deixar o camisa 10 do Fla um pouco de lado, o Verdão cresceu demais no setor ofensivo. Como Ronaldinho não costuma voltar para acompanhar o lateral, Cicinho avançou livre por várias vezes para tabelar com Maikon Leite. A partir daí, o Fla se resguardou na defesa, o Palmeiras começou a criar oportunidades, e a torcida inflamou.
    Mesmo apagado, Kleber mostrou a habitual garra, deu carrinho e reclamou de um pênalti não marcado por Leandro Vuaden, após disputa com Welinton. Em tabela com o Gladiador, Maikon Leite quase abriu o placar. Depois, o próprio Maikon perdeu chance clara dentro da área. Sem guardar posição, o atacante se movimentou pela esquerda e também pela direita. O gol não saiu, mas o Verdão já havia achado o caminho para levar perigo ao rival.
    O palmeirense Valdivia e o agora aposentado Petkovic assistiram de camarote ao duelo no Pacaembu. Se estivessem em campo, certamente resolveriam a falta de criação que assolou as duas equipes. Na segunda etapa, o Palmeiras foi mais perigoso graças à intensa movimentação de Maikon Leite, que se fixou mais pela esquerda, próximo a Luan e Kleber – Patrik passou a cair pela direita, sem sucesso.
    Do outro lado, Vanderlei Luxemburgo manteve Ronaldinho na dele, pela esquerda, recebendo passes e devolvendo com açúcar. Até gol por cobertura ele tentou, fazendo Marcos se esticar todo para espalmar (o lance já não estava valendo, é verdade). Também cobrou falta quase perfeita, exigindo outra intervenção do "Santo". A inoperância de Deivid no comando do ataque impediu que a habilidade do camisa 10 fosse mais útil – irritado, Luxa substituiu o centroavante por Diego Maurício.
    Cada um a seu modo, Palmeiras e Flamengo tentaram desatar o nó provocado pelos setores de meio-campo. Kleber, Luan e Maikon receberam marcação forte. Assim, a bola parada de Marcos Assunção passou a ser o principal perigo. Sem domínio da posse de bola, o Fla ficou na dele, se defendendo e esperando um só contra-ataque para matar o jogo – que não veio.
    Aos poucos, a torcida diminuiu o ritmo, contaminada pela partida sonolenta que se desenhava. Verdão e Fla também passaram a se conformar com a igualdade sem gols – ganhar um ponto ainda é melhor do que ficar sem nenhum. Faltou aquele “algo mais”, essencial para quem está na caça ao líder Corinthians.

Fonte: globoesporte.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

Corinthians anuncia desistência da contratação de Tevez

    A negociação de R$ 90 milhões para ter Carlitos Tevez acabou sem um final feliz para a Fiel. Depois de uma semana de conversas, o Corinthians anunciou, em nota oficial divulgada nesta terça-feira à noite, que desistiu da contratação do goleador argentino. Entretanto, não descartou tentar buscar novamente o ídolo da torcida no final da temporada 2011.
Jogador não esconde o desejo de voltar a América do Sul.
    O acordo esbarrou no desejo dos azuis de receber a primeira das quatro parcelas, em torno de R$ 22 milhões, imediatamente. O Corinthians não tinha condições de efetuar o pagamento por falta de dinheiro em caixa. O clube gostaria de pagar apenas em 2012, depois de receber sua parte pela cota dos direitos de transmissão da televisão. Os paulistas insistiram na ideia, mas não convenceram os gringos.
   O Corinthians descartou efetuar um empréstimo bancário para atender aos pedidos dos ingleses. O clube entende que se complicaria financeiramente tendo que pagar dois grandes valores no próximo ano. Além disso, não conseguiria obter a aprovação de alguma instituição em tempo de inscrever Tevez - o prazo acaba às 23h59m desta quarta-feira.
   O Timão, porém, não dá o caso como encerrado. O presidente Andrés Sanches acredita que poderá voltar a conversar com os ingleses no final do ano. Isso se o clube não negociar Tevez com outra equipe neste período.
   O Juventus-ITA seria um dos interessados com uma oferta tentadora de mais de R$ 110 milhões.O Corinthians confia no desejo de Tevez voltar à América do Sul. Antes da Copa América, o jogador enviou uma carta ao Manchester City comunicando que não gostaria de retornar ao clube por falta de adaptação de sua família à cidade. Nos próximos dias, diretoria e atleta se reencontrarão para resolver o problema.

Fonte: globoesporte.com

Favorito, Uruguai vence Peru e vai à final

   O Uruguai tentou evitar o rótulo de favorito, mas mostrou em campo que é sim o principal candidato ao título da Copa América após as eliminações de Brasil e Argentina nas quartas de final. Sem um futebol vistoso, mas com garra e entrega, a Celeste fez o que os torcedores brasileiros e argentinos esperavam de suas seleções: com autoridade, o time treinado por Óscar Tábarez derrotou o Peru por 2 a 0 nesta terça-feira, em La Plata, e assegurou uma vaga na final da competição. Uma das estrelas da equipe, o atacante Luis Suárez foi o destaque ao fazer os gols do triunfo que coloca os uruguaios numa decisão após 12 anos de ausência (derrota para o Brasil em 1999 por 3 a 0).
   Agora, o time de Diego Forlán, Loco Abreu e companhia espera na final do próximo domingo, em Buenos Aires, o vencedor de Paraguai x Venezuela que, nesta quarta-feira, às 21h45m (de Brasília), fazem a outra semifinal do torneio sul-americano na cidade de Mendoza. 
Gol do atacante Suárez.
  Se garantir o título, a Celeste passará a ser a maior campeã do continente: no momento, uruguaios e argentinos estão empatados com 14 conquistas da Copa América. O Brasil, atual bicampeão, tem oito.
    Antes de a bola rolar, e para fazer a mesma realmente rolar no gramado, funcionários do estádio Ciudad de La Plata cobriram alguns buracos na grande área com terra. No último domingo, muitos jogadores brasileiros reclamaram do piso após a eliminação para o Paraguai, assim como o técnico uruguaio, Oscar Tábarez também disse que o estado da “cancha” não era um dos melhores.
    Após o apito inicial, como era esperado por conta do sistema defensivo de ambas as equipes, muita disputa no meio de campo e, uma hora ou outra, entradas mais ríspidas de cada lado.
    Por conta disso, o primeiro lance de perigo só saiu em uma jogada de bola parada. Forlán cobrou falta na área, a zaga peruana rebateu mal nos pés de Suárez que, de primeira, acabou chutando para fora aos sete minutos.
Craque da seleção Uruguaia, Forlán
    O lance empolgou os uruguaios que passaram a ter mais o controle da partida, enquanto o time do técnico Sério Markarian se entrincheirava na defesa e buscava os contra golpes com Vargas que, aos 23, criou a primeira boa chance peruana. O jogador da Fiorentina driblou Lugano tranquilamente pela esquerda e cruzou rasteiro para área. Guerrero e Advíncula, entretanto, chegaram atrasados e não conseguiram empurrar para o gol.
    Apesar do domínio e mais posse de bola, o Uruguai não conseguia criar muitas chances claras, esbarrando na falta de um homem de criação no meio – problema que o próprio técnico Oscar Tábarez já admitiu durante a competição -. Desse modo, a Celeste chegava com perigo apenas em bolas alçadas na área para Lugano ou seu companheiro de zaga, o grandalhão Coates, tentarem o cabeceio.
    Numa dessas, a Celeste até conseguiu fazer o gol... Mas o árbitro boliviano Raúl Orosco, corretamente, anulou o tento de Álvaro Pereira que, impedido, aproveitou um desvio de Lugano aos 43.
   O segundo tempo começou como na primeira etapa. Peruanos atrás, buscando o contra-ataque, enquanto os uruguaios tentavam sufocar o rival. E essa iniciativa acabou premiada aos sete minutos. Forlán arriscou de longe, o goleiro Raúl Fernández espalmou mal e a bola sobrou para Suárez, oportunista, colocar para dentro. Festa da torcida uruguaia, maioria no estádio Ciudad de La Plata.
   Em desvantagem, a seleção peruana teve que abdicar da retranca e sair para o jogo. E, com espaço, o Uruguai chegou rápido ao segundo gol. Álvaro Pereira fez lançamento perfeito para Suárez. O camisa 9 aproveitou o desespero de Fernandez, que saiu da área para tentar fazer o corte, driblou o goleiro e tocou para o gol vazio aos 12. Quarto gol do atleta dos Reds na Copa América, artilheiro isolado da competição.
    Perdida em campo, a seleção peruana viu a vaca ir para o brejo de vez aos 23 quando Vargas, de maneira estúpida, acertou uma cotovelada violenta em Coates. O jogador, que tinha o apelido de “Roberto Carlos” da Sicília quando defendeu o Catania-ITA, recebeu imediatamente o vermelho.
    Com um homem a mais, o Uruguai controlou de vez o confronto. Nas arquibancadas, êxtase dos torcedores da Celeste que gritaram olé e, no fim, com o triunfo, sentiram que o jejum de 16 anos sem conquistas pode chegar ao fim no próximo domingo (o último caneco foi na Copa América de 1995).


Fonte: globoesporte.com

domingo, 17 de julho de 2011

Após dominar jogo, Brasil decepciona nos pênaltis e é eliminado

   Seleção Brasileira criou chances, dominou o Paraguai e teve sua melhor apresentação na era Mano Menezes, mas deu vexame na hora da decisão por pênaltis e está eliminada da Copa América: após perder as quatro cobranças que teve (Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred, assista no vídeo ao lado), o Brasil foi derrotado por 2 a 0 pelos paraguaios e caiu nas quartas de final do torneio neste domingo, em La Plata, depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
    Mais uma vez, a Seleção sai de uma competição nas quartas de final junto da Argentina. Na Copa do Mundo de 2006, os hermanos foram eliminados pela Alemanha e o Brasil em seguida caiu para a França. Em 2010, o time verde e amarelo tropeçou na Holanda e no dia seguinte os argentinos caíram de novo para Alemanha. Agora, no último sábado, a seleção de Messi e cia foi despachada pelo Uruguai, também nos pênaltis.
    Classificado para as semifinais, o Paraguai vai pegar a Venezuela, que venceu o Chile por 2 a 1. A partida será na próxima quarta-feira, às 21h45m (de Brasília), em Mendoza.  A outra semifinal está definida entre Uruguai e Peru, terça, em La Plata, no mesmo horário.
Neymar disputando bola com Verón.
    O semblante sério dos jogadores marcou a chegada dos jogadores da Seleção Brasileira a La Plata. Seriedade também foi a principal característica do time de Mano Menezes na primeira etapa. Sem abusar dos toques bonitos e com personalidade, o Brasil dominou o Paraguai. Mas faltou o gol.
Inicialmente, o bom toque de bola da Seleção Brasileira foi prejudicado pela enorme quantidade de areia no gramado. A situação, por alguns momentos, privilegiou o futebol de combate e de muitas faltas dos paraguaios. Só o que árbitro economizou nos cartões e deu só um amarelo para Vera.
Pato, um dos melhores jogadores da seleção na Copa América.
    Pela direita, pela esquerda, pelo meio... As opções apresentadas pelo Brasil foram muitas. Desde um chute de fora da área de Ramires aos três minutos, passando pelo voleio de Neymar aos seis minutos e também pela bom passe de Ganso para Robinho colocar Neymar na cara do gol aos 26. O garoto chutou para fora.
    O mais importante é que diferentemente do empate por 2 a 2 entre as equipes na primeira fase, o Brasil teve mais personalidade e tomou conta do jogo – Julio César pouco teve trabalho com a camisa 1. E mais: os laterais Maicon e André Santos foram bastante acionados, abrindo mais espaços para os atacantes.
    Foi pela esquerda, aliás, que o Brasil quase abriu o marcador aos 32 minutos. André Santos bateu falta para área e Lúcio finalizou da pequena área. Justo Villar salvou. Sete minutos depois, aos 39, Ramires colocou o lateral-esquerdo em boa condição, mas o camisa 6 pegou mal na bola.
    O primeiro tempo terminou com empate sem gols, mas com a torcida brasileira animada com o bom futebol apresentado. O melhor até aqui na Copa América.
Seguindo o mesmo ritmo, a Seleção Brasileira foi para cima do Paraguai. Só que a pontaria seguia sendo a vilã. Como no lance de Neymar aos três minutos. Ele perdeu o gol e depois Maicon chutou cruzado. Sem sucesso! Sufocado, o Paraguai viu que sua chance estaria nos contra-ataques. E tentou isso.
    O futebol acelerado e ofensivo do Brasil, no entanto, impedia o time guarani de se arriscar mais. Impacientes, então, eles voltaram a abusar das faltas. O problema é que o time de Mano Menezes está carente de bons batedores. E na chance que teve aos nove, André Santos rolou para Maicon dar um chute horroroso, aos 12.
    As seguidas chances perdidas começaram a deixar o Brasil nervoso. E a ansiedade do torcedor aumentava na arquibancada. A pressão constante da Seleção virou esporádica. E só aos 17 voltou a marcar presença. Maicon recebeu bem na intermediária e deixou para Robinho bater colocado para fora.
O próprio camisa 7, sentindo a torcida desanimada, fez o sinal com os braços pedindo apoio. E na sequência o Brasil teve uma importante chance com Ganso. O meia tabelou com Lúcio e bateu com categoria no canto esquerda de Justo Villa, que fez mais uma grande defesa na partida.
    Justo Villa conseguiu frustrar os brasileiros mais uma vez aos 27 minutos, quando defendeu chute à queima-roupa de Pato, após cruzamento de Neymar, que preocupou ao cair no gramado sentindo dores. Mas o garoto voltou a campo. E voltou para tentar de cobertura aos 32. Mas nada feito. Justo Villa estava lá.
    Aos 35, a primeira alteração do Brasil: Fred no lugar de Neymar. Parte da torcida não gostou e criticou. E ficou impaciente com o show de gols perdidos. Aos 36 minutos, Pato apareceu sozinho, se atrapalhou na finalização, mas ainda pegou o rebote e cabeceou para fora. Aos 38, Fred deu de cabeça e Barreto salvou na linha (veja no vídeo ao lado).
    A pressão brasileira continuou, mas não teve jeito. A falta de pontaria e a tarde inspirada do goleiro paraguaio levaram a decisão para prorrogação.
    Antes de a bola rolar para a prorrogação, uma cena legal por parte do time do Brasil. Todos os jogadores fizeram uma roda e abraçados conversaram com o técnico Mano Menezes, no centro do círculo. Só que os paraguaios estavam dispostos a esfriar a partida e deixaram o jogo lento.
    Muito melhor na partida, o Brasil partiu para cima no ritmo das pedaladas de Robinho. Só que o cérebro verde e amarelo estava cansado: Ganso não aguentava mais e também não rendia o que se espera dele. Entrou, então, Lucas. Mas o clima esquentou aos 11 minutos entre Lucas Leiva e Antolin Alcaraz.
    Os dois se estranharam em disputa na lateral e os dois times inteiros trocaram empurrões, mas só os pivôs da confusão foram expulsos. Ao final do primeiro tempo da prorrogação, o mesmo do jogo todo: pressão do Brasil, recuo do Paraguai e mais uma sequência de gols perdidos do time de Mano Menezes.
    A cara dramática da partida só ficava mais evidente. Apesar da soberania brasileira dentro de campo, a demora pelo gol irritava e mantinha todos ansiosos. Ainda mais quando o Paraguai chegou com perigo em chute de Valdez, aos 12 minutos. Mas o 0 a 0, embora injusto, permaneceu e a decisão foi para os pênaltis.
Só que na disputa, o Brasil mostrou total despreparo: Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred foram lamentáveis em suas cobranças, e o Paraguai precisou de apenas dois gols, um de Barreto e outro de Estigarribia, para vencer e ir às semifinais da Copa América de 2011.

Fonte: globoesporte.com

Nos pênaltis, Uruguai elimina Argentina

   No estádio conhecido como Cemitério dos Elefantes, um gigante sul-americano teria de ficar pelo caminho neste sábado. E quem tombou foi a Argentina, que perdeu nos pênaltis para um aguerrido Uruguai após o 1 a 1 no tempo normal. A Celeste Olímpica repete, ainda que em menor escala, o Maracanazo da Copa do Mundo de 1950, quando derrotou o Brasil na final na mesma data: 16 de julho.
    A seleção de Diego Forlán levou a melhor nos pênaltis por 5 a 4, em Santa Fé, e se garantiu nas semifinais da Copa América de 2011. O nome do jogo foi um atleta nascido em Buenos Aires, mas filho de uruguaios. O goleiro Fernando Muslera foi o herói da Celeste com grandes intervenções na etapa regular do confronto e ainda pegou uma cobrança de Carlitos Tevez na disputa de pênaltis depois da prorrogação sem gols. Isso tudo sem falar que os uruguaios tiveram um jogador a menos desde os 37 minutos do primeiro tempo até os 41 da etapa final. Diego Peréz foi expulso, enquanto Mascherano também recebeu o vermelho, mas quase no fim do tempo normal.
    Na próxima terça-feira às 21h45m (de Brasília), o Uruguai, que repetiu o feito da geração de Francescoli e companhia na Copa América de 1987 (eliminou a Argentina na casa do rival), vai encarar na semifinal o Peru que, mais cedo, despachou a Colômbia. Neste domingo, Brasil x Paraguai, às 16h (de Brasília), e Chile x Venezuela, às 19h15m (de Brasília), completam as quartas de final. Todos os jogos terão transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM
    Diego Pérez e Gonzalo Higuaín marcaram os gols da partida, ainda no primeiro tempo. Forlán e Suárez se destacaram pela Celeste, além do herói Muslera. Pelo lado derrotado, Lionel Messi, que criou algumas chances de gol, segue com um jejum de 16 partidas sem balançar as redes em competições oficiais. A torcida argentina, que antes do jogo ovacionou o camisa 10, aplaudiu o time após a derrota, mas a festa foi dos dois mil uruguaios presentes no Cemitério de Elefantes. O estádio que sediou a queda de grandes, como o Santos de Pelé, agora viu a eliminação da seleção do melhor jogador do mundo. A Argentina não conquista um título desde a Copa América de 1993 - exceção feita ao dois ouros que ganhou nas Olímpíadas de 2008 e 2004, competição que é disputada com no máximo três atletas acima de 23 anos por país.
    Durante a semana, argentinos e uruguaios rasgaram elogios uns aos outros. Na arquibancada, apesar das provocações com Messi e Forlán, o clima harmonioso dava o tom entre os torcedores. Mas, quando a bola rolou... Logo aos dois minutos, o volante Diego Pérez exagerou na vontade e acertou um carrinho violento em Mascherano. O árbitro Carlos Amarilla não pestanejou e deu o amarelo.
    A Argentina respondeu “à altura”, com Gabi Milito fazendo falta na intermediária sobre um rival. Mas pagou caro pela pancada. Na cobrança, Forlán jogou para área, Cáceres subiu mais alto que a defesa albiceleste e cabeceou. O goleiro Sergio Romero espalmou, mas a bola sobrou para Diego Pérez, sozinho, empurrar para o fundo da rede e fazer 1 a 0 para o Uruguai aos cinco minutos.
    Com a vantagem, o Uruguai se entrincheirou atrás esperando a Argentina que, com quatro atacantes, tentava pressionar em busca do empate.
    Depois de quase igualar com Agüero aos 14, os hermanos conseguiram o objetivo três minutos depois. Ovacionado pela torcida em Santa Fé com faixas e muitos gritos de apoio, Lionel Messi recebeu pela direita, cortou Cáceres e colocou na cabeça de Higuaín. O atacante do Real Madrid, como manda o figurino, testou para o chão no canto, sem chances para Muslera. 1 a 1.
    A jogada inspirou mais ainda o craque do Barcelona que, com lances de efeito, seguia causando pavor na defesa uruguaia que, quando não conseguia parar na bola, apelava para faltas. O juiz paraguaio Carlos Amarilla, que distribuiu dois cartões no começo da partida (além de Pérez, amarelou Zabaleta), apenas contemporizava.
    Aos 30, Messi bateu falta sofrida por ele próprio para Higuaín fazer outro. No entanto, o atacante estava impedido e o tento foi corretamente anulado.
Retrancado, o Uruguai só voltou a incomodar aos 35. Forlán colocou na área, Lugano acertou a trave e, no rebote, Cáceres botou no fundo da rede. O auxiliar Nicola Yegros, entretanto, marcou impedimento de Suárez.
    Dois minutos depois, Diego Pérez, um dos mais viris do time uruguaio, trombou com Gago impedido um contra-ataque argentino. Amarilla não aplicou o segundo cartão amarelo e, na sequencia, o vermelho.
Mesmo com menos um, o Uruguai, aguerrido, seguia incomodando os anfitriões com lances de bola parada. Aos 44, Forlán, jogador mais atuante da Celeste, cruzou para Lugano testar e carimbar a trave de Romero, que pulou atrasado na jogada.
    Durante a semana, argentinos e uruguaios rasgaram elogios uns aos outros. Na arquibancada, apesar das provocações com Messi e Forlán, o clima harmonioso dava o tom entre os torcedores. Mas, quando a bola rolou... Logo aos dois minutos, o volante Diego Pérez exagerou na vontade e acertou um carrinho violento em Mascherano. O árbitro Carlos Amarilla não pestanejou e deu o amarelo.
A Argentina respondeu “à altura”, com Gabi Milito fazendo falta na intermediária sobre um rival. Mas pagou caro pela pancada. Na cobrança, Forlán jogou para área, Cáceres subiu mais alto que a defesa albiceleste e cabeceou. O goleiro Sergio Romero espalmou, mas a bola sobrou para Diego Pérez, sozinho, empurrar para o fundo da rede e fazer 1 a 0 para o Uruguai aos cinco minutos.
Messi, o "queridinho" da torcida.
    Com a vantagem, o Uruguai se entrincheirou atrás esperando a Argentina que, com quatro atacantes, tentava pressionar em busca do empate.
    Depois de quase igualar com Agüero aos 14, os hermanos conseguiram o objetivo três minutos depois. Ovacionado pela torcida em Santa Fé com faixas e muitos gritos de apoio, Lionel Messi recebeu pela direita, cortou Cáceres e colocou na cabeça de Higuaín. O atacante do Real Madrid, como manda o figurino, testou para o chão no canto, sem chances para Muslera. 1 a 1.
    A jogada inspirou mais ainda o craque do Barcelona que, com lances de efeito, seguia causando pavor na defesa uruguaia que, quando não conseguia parar na bola, apelava para faltas. O juiz paraguaio Carlos Amarilla, que distribuiu dois cartões no começo da partida (além de Pérez, amarelou Zabaleta), apenas contemporizava.
    Aos 30, Messi bateu falta sofrida por ele próprio para Higuaín fazer outro. No entanto, o atacante estava impedido e o tento foi corretamente anulado.
Retrancado, o Uruguai só voltou a incomodar aos 35. Forlán colocou na área, Lugano acertou a trave e, no rebote, Cáceres botou no fundo da rede. O auxiliar Nicola Yegros, entretanto, marcou impedimento de Suárez.
    Dois minutos depois, Diego Pérez, um dos mais viris do time uruguaio, trombou com Gago impedido um contra-ataque argentino. Amarilla não aplicou o segundo cartão amarelo e, na sequencia, o vermelho.
Mesmo com menos um, o Uruguai, aguerrido, seguia incomodando os anfitriões com lances de bola parada. Aos 44, Forlán, jogador mais atuante da Celeste, cruzou para Lugano testar e carimbar a trave de Romero, que pulou atrasado na jogada.
   Logo no terceiro minuto da prorrogação, Álvaro Pereira quase abriu o placar para a Celeste: o jogador pegou um rebote no bico esquerdo da grande área e chutou forte, rente ao travessão. Logo em seguida, Suárez arriscou de longe, mas mandou para fora.
    Aos 13, boa chance argentina quando Higuaín entrou pela esquerda e acertou a trave direita de Moslera. Na sequência da jogada, Pastore tentou de fora da área, mas a bola saiu por cima do gol.
    No começo do segundo tempo extra, Forlán roubou a bola da Argentina na entrada da área e bateu de canhota, mas para fora. A resposta dos donos da casa veio com Messi, que dominou quase na linha da grande área e bateu para a defesa de Muslera. Aos seis, Higuaín perdeu mais uma: recebeu na pequena área e ficou cara a cara com goleiro, que desviou para escanteio.
    Aos 10, o estádio segurou a respiração por alguns segundos. Messi, que não marca pela seleção há 16 partidas, entrou driblando na área e ficou na frente de Muslera, mas foi atrapalhado pela zaga e não conseguiu marcar. O destino era a decisão por pênaltis.
  Durante a semana, argentinos e uruguaios rasgaram elogios uns aos outros. Na arquibancada, apesar das provocações com Messi e Forlán, o clima harmonioso dava o tom entre os torcedores. Mas, quando a bola rolou... Logo aos dois minutos, o volante Diego Pérez exagerou na vontade e acertou um carrinho violento em Mascherano. O árbitro Carlos Amarilla não pestanejou e deu o amarelo.
A Argentina respondeu “à altura”, com Gabi Milito fazendo falta na intermediária sobre um rival. Mas pagou caro pela pancada. Na cobrança, Forlán jogou para área, Cáceres subiu mais alto que a defesa albiceleste e cabeceou. O goleiro Sergio Romero espalmou, mas a bola sobrou para Diego Pérez, sozinho, empurrar para o fundo da rede e fazer 1 a 0 para o Uruguai aos cinco minutos.
    Com a vantagem, o Uruguai se entrincheirou atrás esperando a Argentina que, com quatro atacantes, tentava pressionar em busca do empate.
    Depois de quase igualar com Agüero aos 14, os hermanos conseguiram o objetivo três minutos depois. Ovacionado pela torcida em Santa Fé com faixas e muitos gritos de apoio, Lionel Messi recebeu pela direita, cortou Cáceres e colocou na cabeça de Higuaín. O atacante do Real Madrid, como manda o figurino, testou para o chão no canto, sem chances para Muslera. 1 a 1.
    A jogada inspirou mais ainda o craque do Barcelona que, com lances de efeito, seguia causando pavor na defesa uruguaia que, quando não conseguia parar na bola, apelava para faltas. O juiz paraguaio Carlos    Amarilla, que distribuiu dois cartões no começo da partida (além de Pérez, amarelou Zabaleta), apenas contemporizava.
    Aos 30, Messi bateu falta sofrida por ele próprio para Higuaín fazer outro. No entanto, o atacante estava impedido e o tento foi corretamente anulado.
Retrancado, o Uruguai só voltou a incomodar aos 35. Forlán colocou na área, Lugano acertou a trave e, no rebote, Cáceres botou no fundo da rede. O auxiliar Nicola Yegros, entretanto, marcou impedimento de Suárez.
    Dois minutos depois, Diego Pérez, um dos mais viris do time uruguaio, trombou com Gago impedido um contra-ataque argentino. Amarilla não aplicou o segundo cartão amarelo e, na sequencia, o vermelho.
Mesmo com menos um, o Uruguai, aguerrido, seguia incomodando os anfitriões com lances de bola parada. Aos 44, Forlán, jogador mais atuante da Celeste, cruzou para Lugano testar e carimbar a trave de Romero, que pulou atrasado na jogada.
 Logo no terceiro minuto da prorrogação, Álvaro Pereira quase abriu o placar para a Celeste: o jogador pegou um rebote no bico esquerdo da grande área e chutou forte, rente ao travessão. Logo em seguida, Suárez arriscou de longe, mas mandou para fora.
Aos 13, boa chance argentina quando Higuaín entrou pela esquerda e acertou a trave direita de Moslera. Na sequência da jogada, Pastore tentou de fora da área, mas a bola saiu por cima do gol.
No começo do segundo tempo extra, Forlán roubou a bola da Argentina na entrada da área e bateu de canhota, mas para fora. A resposta dos donos da casa veio com Messi, que dominou quase na linha da grande área e bateu para a defesa de Muslera. Aos seis, Higuaín perdeu mais uma: recebeu na pequena área e ficou cara a cara com goleiro, que desviou para escanteio.
Aos 10, o estádio segurou a respiração por alguns segundos. Messi, que não marca pela seleção há 16 partidas, entrou driblando na área e ficou na frente de Muslera, mas foi atrapalhado pela zaga e não conseguiu marcar. O destino era a decisão por pênaltis.
Lionel Messi recebeu do técnico Sergio Batista a responsabilidade de bater logo o primeiro pênalti. O camisa 10 não sentiu o peso e abriu o placar nas cobranças: 1 a 0 para a Argentina. em seguida, outro craque:  Forlán também fez, no meio do gol. Burdisso foi o segundo argentino e marcou 2 a 1. Suárez foi para a segunda do Uruguai e empatou em 2 a 2.
    "Jogador do povo", Tevez bateu mal, Muslera foi para o canto certo e pegou a cobrança do camisa 11 na direita. Scotti aproveitou a vantagem e colocou o Uruguai na frente: 3 a 2. Depois, o goleiro uruguaio quase defendeu o de Pastore, chegou a tocar na bola, mas ela passou por baixo e entrou. Gargano garantiu o 4 a 3 para a Celeste com um pênalti bem batido no canto direito. Higuaín se posicionou e chutou forte, a bola bateu no travessão, quicou no chão, bateu nas costas de Muslera e entrou: 4 a 4. A cobrança final ficou nos pés de Cáceres, que cobrou no ângulo direito. Vitória uruguaia, Argentina eliminada.


Fonte: globoesporte.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Luís Fabiano quer Dunga no São Paulo

   Na busca por um novo comandante para o São Paulo, até o atacante Luis Fabiano resolveu fazer uma indicação. Para o jogador, o ex-treinador da seleção brasileira, Dunga, é um bom nome para assumir a equipe tricolor neste Brasileirão.
   Em entrevista ao jornal Lance!, o atacante aprovou a possibilidade de Dunga treinar o São Paulo. Luis Fabiano lembrou o trabalho realizado com o treinador na seleção e elogiou o ex-comandante.
- Eu trabalhei com Dunga; acho ele uma pessoa fantástica, tem um caráter excepcional.
Luis Fabiano disse que daria aval caso o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, o consulte a respeito da contratação de Dunga.
- Sem dúvida. Agora mesmo. Eu acho que daria certo [risos].
   O nome de Dunga também foi aprovado pelo meia Marlos, que destacou a experiência de Dunga no futebol.
- É um cara inteligente, conhece bem futebol, já foi jogador e entende. Então, se vier, vai nos ajudar bastante.
Para o experiente Rivaldo, que protagonizou uma crise com o ex-treinador Paulo César Carpegiani, Dunga é um bom nome pela história que possui no futebol. No entanto, o meia preferiu não se envolver com a questão.
- Pela história que ele tem, claro que é um bom nome para ser treinador, mas fica nas mãos da diretoria.

 Fonte: r7.com

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Corinthians abre vantagem após vencer Inter

    A muralha vermelha formada pelo Internacional à frente de Muriel resistiu até quando pôde, mas não foi desta vez que alguém conseguiu parar o líder do Campeonato Brasileiro. Em seu jogo mais difícil na competição, o Corinthians venceu com o sofrimento de que a Fiel tanto gosta. Herói contra o Atlético-GO, Willian voltou a marcar e garantiu a suada vitória por 1 a 0, nesta quinta-feira, no Pacaembu, fazendo o Timão disparar na primeira colocação.
    O Alvinegro nunca esteve em uma condição tão cômoda na ponta da tabela. Com 25 pontos, ele abre seis de diferença para o Flamengo, segundo colocado, agora com os mesmos nove jogos. Além disso, atinge a sexta vitória consecutiva no torneio, igualando marca obtida em 2005, ano em que levantou a taça sob o comando de Carlitos Tevez, novamente objeto de desejo. Na próxima quarta, enfrenta o Botafogo, às 19h30m, em São Januário.
   O momento é também de Willian, ovacionado pela torcida ao ser substituído. Em meio às estrelas contratadas pela diretoria, o atacante chegou ao quinto gol no Brasileirão, assumindo a artilharia da equipe, deixando Liedson com quatro. Ele está apenas um abaixo do cruzeirense Montillo.
    O Inter foi páreo duro para o Corinthians, mas acumula sua segunda derrota em série. Permanece com 15 pontos, em sexto lugar, mas tendo feito um jogo a mais. No domingo, recebe o São Paulo, às 18h30m, no Beira-Rio.
   O Internacional encontrou um antídoto contra a grande arma do Corinthians nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Tite, como de costume, adiantou todas as suas peças para o campo de ataque desde o início para encurralar o adversário. Até aos 16 minutos, por exemplo, o Alvinegro chegou a ter 70% de posse de bola. Mas, desta vez, a pressão não surtiu tanto efeito assim.
Falcão formou duas linhas de quatro defensores e atrapalhou todo o setor de criação do adversário. Velho conhecido dos gaúchos, Alex foi quem mais sofreu com isso. Em seu primeiro jogo como titular no Pacaembu e substituindo Danilo, o meio-campista teve pouco espaço, sendo acompanhado de perto por Guiñazu e Bolatti. A postura colorada fez Jorge Henrique e Liedson desaparecerem. Willian foi o mais lúcido atacante paulista.
   A dificuldade era tanta, que o Corinthians poucas chances criou, diferentemente das outras atuações em São Paulo. Sem espaço, a alternativa foi recorrer aos chutes de fora da área. No melhor deles, aos 26, Willian assustou Muriel com um tiro à direita.
    Mesmo jogando atrás, o Inter foi mais perigoso, sobretudo com D’Alessandro e Oscar abertos pelos lados, nas costas dos laterais. Os gaúchos estiveram muito próximos de marcar, aos 29. Leandro Damião recebeu passe do armador argentino na área, driblou Julio Cesar, mas errou o toque para Zé Roberto. Fábio Santos salvou.
Willian, autor do único gol da partida.
   Os problemas para furar o ferrolho colorado fizeram o Corinthians dar mais liberdade a Alex no segundo tempo. O meia passou a se movimentar pelos lados para abrir espaço e permitir a chegada dos volantes. Logo aos dois minutos, o armador cobrou falta venenosa por cobertura, mas Muriel conseguiu dar um passo para trás e espalmar pela linha de fundo.     O Internacional também cresceu e chegou a pressionar. Se a defesa permaneceu igual, o ataque começou a trabalhar melhor. Zé Roberto e Leandro Damião seguraram por mais tempo a bola na frente, dando chance para os meias se aproximarem com perigo. Oscar, aos 12, quase abriu o placar com chute rente à trave de Julio Cesar.
    Quando o Internacional vivia seu melhor momento na partida, Tite sacou Liedson, que sentia dores no joelho esquerdo, para dar mais velocidade ao time com o atacante Emerson. A maior mobilidade do Sheik ajudou. Aos 27, em contra-ataque puxado por ele, Willian não conseguiu finalizar quase na pequena área e perdeu grande oportunidade.
    Mas, pouco depois, o baixinho não perderia. A rapidez que o Timão ganhou no ataque foi determinante para o gol sair, aos 31. Fábio Santos cruzou, Emerson fez o corta-luz, Paulinho rolou e Willian encheu o pé direito para explodir a torcida. Vitória com cara de Corinthians.

Fonte: globoesporte.com

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Emfim Neymar brilha, Brasil bate Equador e se classifica

   Não foi fácil. O Brasil passou por sustos. A classificação aconteceu com doses de emoção. Mas finalmente Neymar e Alexandre Pato acordaram na Copa América. Com dois gols de cada um dos atacantes, a Seleção Brasileira fez o seu papel ao vencer o Equador por 4 a 2 nesta quarta-feira, no estádio Mario Kempes, em Córdoba, e garantiu o primeiro lugar no Grupo B do torneio. Caicedo, em duas falhas do goleiro Julio César, marcou para os rivais, que estão eliminados.
   As mudanças de Mano Menezes se mostraram corretas pelo menos nos primeiros minutos da etapa inicial diante do Equador. Sem o topete à la Pelé, Robinho parecia mais leve para tentar ajudar Neymar e Alexandre Pato no ataque. Maicon, substituto de Daniel Alves, cumpria muito bem a função pelo lado direito, principalmente no apoio e ajudando o Rei das Pedaladas pelo setor.
    Outro ponto que chamou a atenção nos primeiros 15 minutos de jogo foi a troca de posição dos atacantes. Pato, Neymar e Robinho se alternavam pelos setores do ataque. O primeiro lance de perigo da Seleção surgiu pela direita. Lucas Leiva lançou para Maicon, que passou pelo adversário com o drible da vaca e cruzou. A defesa afastou o perigo.
    A Seleção mostrava um futebol bem melhor do que nos dois primeiros jogos da Copa América. Apesar disso, a primeira chance clara de gol foi do Equador. Arroyo arriscou de fora da área e Julio César defendeu no meio do gol.
   O Brasil mostrava uma saída de bola mais rápida para o ataque e a troca de posições aparecia com mais naturalidade. Ganso lançou para Pato na esquerda. O atacante cruzou para Neymar, mas a zaga apareceu antes para cortar o lançamento. A partir do meio do primeiro tempo, a Seleção parou. Os atacantes passaram ase mexer menos, guardando posição.
   Mas nada impediu a ótima jogada de André Santos. Aos 28, o lateral-esquerdo percebeu a entrada de Alexandre Pato e cruzou na cabeça do atacante, que invadiu na área na corrida e desviou para abrir o marcador. Na comemoração, vibração do lado de fora do campo e abraço empolgado de Neymar.
    Paulo Henrique Ganso aparecia pouco no jogo. Ramires também errava muitos passes, dando oportunidades para o Equador puxar os contra-ataques. Aos 36, quase o segundo do Brasil. Maicon recebeu pelo lado direito e rolou para Robinho na entrada da área. O Rei das Pedaladas chutou de primeira e a bola bateu na trave.
Pato comemorando gol.
    No lance seguinte, Caicedo recebeu na entrada da área, aproveitou bobeada de Thiago Silva e soltou a bomba. Julio César caiu para defender, mas a bola passou por baixo do corpo do goleiro: 1 a 1.Frango no estádio Mário Kempes.
    O gol mexeu com a Seleção. O time de Mano passou a errar as saídas de bola e se sentiu acuado com a marcação do Equador. Quase veio a virada no fim do primeiro tempo. Após contra-ataque, Arroyo recebeu pelo lado direito, cortou o marcador e chutou de canhota. Julio César saltou para salvar o Brasil. E o primeiro tempo terminava em um bom momento para a Seleção, que estava perdida em campo.
    A bronca de Mano no vestiário surtiu efeito. Logo aos quatro minutos, Ganso lançou para Neymar. A bola bateu em um defensor e sobrou novamente para o atacante, que chutou para colocar no Brasil novamente em vantagem.
   O gol não intimidou o Equador. Mesmo em desvantagem, a equipe seguiu tentando chegar ao gol do Brasil. Em mais uma bobeada da marcação, Caicedo foi lançado na entrada da área, se posicionou e soltou a bomba. Julio César pulou atrasado e não conseguiu evitar o empate.
    Diferentemente do primeiro tempo, a Seleção não deixou nem os rivais crescerem na partida.
    Dois minutos após levar o empate, aos 15, Ganso roubou uma bola no meio-campo e tocou para Neymar. O jogador avançou pela direita e bateu cruzado. O goleiro Elizaga espalmou para a marca do pênalti, e Alexandre Pato chegou escorando entre os zagueiros para fazer o terceiro.
    A Seleção seguiu melhor, principalmente pelo lado direito, com os apoios de Maicon, um dos melhores em campo. Aos 26, o lateral avançou até a linha de fundo e cruzou. Neymar apareceu em velocidade, se antecipou aos defensores e tocou para o fundo da rede: 4 a 2. Na comemoração, o garoto beijou as tatuagens com os nomes da mãe e da irmã nos pulsos.
   A partir do quarto gol, Mano passou a mexer na equipe e a tirar suas principais peças. Praticamente ao mesmo tempo, o treinador sacou Ganso e Neymar e apostou nas entradas de Elias e Lucas. Em seguida, o comandou poupou Pato e colocou Fred, talismã do empate por 2 a 2 com o Paraguai, no último sábado. Após o apito final, festa e classificação suada para próxima fase do torneio continental.

Fonte: G1

terça-feira, 12 de julho de 2011

Timão faz oferta de R$ 90 mi em Tevez, mas City recusa segundo boatos

   O Corinthians abriu os cofres para ter Carlitos Tevez novamente. O clube enviou ao Manchester City uma proposta de € 40 milhões (R$ 90 milhões) pelos direitos do atleta. O clube paulista quer pegar parte da cota que receberá pelos direitos de televisão dos próximos quatro anos para pagar os ingleses parceladamente em quatro vezes. Com o jogador o acordo está praticamente fechado.
   - Quando estive na Argentina, na semana retrasada, falei com o representante dele (Adrián Ruocco) e com o Tevez por telefone. Ele tem interesse de voltar para a América do Sul. Alguns clubes brasileiros o procuraram. O Corinthians fez uma proposta e vamos comprometer de 20 a 25% da cota de televisão se o Manchester City aceitar - afirmou o presidente Andrés Sanches.
Jogador Carlitos Tevez que provalvelmente acertaria com o Corinthians.
   Mas, segundo a BBC (emissora de TV e Rádio do Reino Unido), os ingleses não aceitaram a oferta feita pelos brasileiros. O mandatário alvinegro, aliás, descarta aumentar a proposta. Recentemente, o clube europeu disse que não aceitaria vendê-lo por menos de € 50 milhões.
    As cotas (R$ 110 milhões por ano) são como garantias para o Corinthians convencer o City de que pagará pelo negócio. São quatro parcelas: duas de R$ 20 milhões e outras duas de R$ 25 milhões. O clube, porém, tentará não mexer no montante que receberá pelo direito e apostará no sucesso de campanhas de marketing, como aconteceu com Ronaldo. Uma série de produtos será lançada para arrecadar dinheiro, além de vendas de publicidade no uniforme. Tevez deve ganhar mais de R$ 10 milhões por temporada. O contrato é de quatro anos.
   - Se disparar a venda de camisas como no caso do Ronaldo, temos um ano de salário pago. É um jogador que tem apelo de marketing. Em fevereiro ou março acaba o contrato master de publicidade. Estamos negociando, e está entrando o Tevez nesse pacote também. O marketing tem que levantar a bunda da cadeira e trabalhar. Eles são compententes. Muita coisa está adiantada para fechar o salário. Mas ele vai ganhar menos que lá (na Inglaterra) - explicou Andrés Sanches.
O Timão aposta no desejo de Carlitos de não continuar na Europa para fechar o negócio. Antes do início da Copa América, o jogador falou claramente que não gostaria de voltar a Manchester para a temporada 2011/2012. O desejo dele é ficar mais perto da família e filhas Florencia e Katie, que moram em Buenos Aires.
    - Eu já falei muitas vezes: se o jogador não quer ficar, não fica. A vontade do jogador é voltar para a América do Sul. Ele não quer ouvir proposta da Europa. Nossa proposta está feita oficialmente e agora depende do Manchester City - ressaltou o dirigente, que se recusa a aumentar a oferta em mais um centavo sequer.
    Andrés Sanches nega que a transação tenha o envolvimento de Kia Joorabchian, chefe da polêmica parceira MSI, que geriu o futebol corintiano entre 2004 e 2006. O iraniano é o representante de Tevez e vem fazendo os contatos com a diretoria do Manchester City para obter a liberação.
    - O procurador é o Adrian Ruocco. O Kia é amigo dele (Tevez) e vendeu os direitos para o Manchester City. Não tem nada com o Kia, mas é óbvio que ele deve estar sabendo de tudo por ser amigo dele. Se puder ajudar, será muito bom.

Fonte: globoesporte.com

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Maradona sofre acidente em Buenos Aires

   Diego Armando Maradona sofreu um acidente automobilístico na noite desta segunda-feira, em Buenos Aires, horas antes da partida decisiva da seleção principal contra a Costa Rica, pela última rodada do Grupo A da Copa América, em Córdoba. O veículo do ex-jogador e eterno ídolo se chocou com um ônibus no bairro de Trebol, nos arredores de Ezeiza, região onde fica o principal aeroporto da capital Buenos Aires e o CT da Argentina. As informações foram divulgadas pela emissora "Crônica TV".
   Maradona foi rapidamente atendido pela polícia e foi levado para o Hospital Zonal, em Ezeiza, sem muitas preocupações. A mulher de Maradona, Veronica Ojeda, que estava na carona do veículo, também foi conduzida com dores no quadril.
    Em declarações ao portal "Canchallena", o médico pessoal de "El Pibe", Alfredo Cahe, disse que não foi nada grave e que ele estaria apenas sob observação por conta de uma pequena pancada no joelho. Nenhum dos passageiros do coletivo ficou ferido.
- Não foi nada grave. Maradona está fora de perigo - afirmou o médico.
    Em setembro de 2000, em Cuba, Maradona sofreu um acidente semelhante. O carro conduzido pelo ex-jogador também se chocou contra um ônibus. Apesar da frente do veículo ter ficado destruída, "El Pibe" sofreu apenas escoriações leves no tornozelo e no joelho esquerdo.

domingo, 10 de julho de 2011

Corinthians e Flamengo detem a invencibilidade na 9° rodada

Corinthians líder vence Atlético Go e já dispara

    O Corinthians transformou o Serra Dourada em Pacaembu neste domingo. Com a maioria nas arquibancadas mesmo como visitante, o Timão não repetiu as ótimas atuações das rodadas anteriores, mas venceu o Atlético-GO por 1 a 0. Willian, no segundo tempo, fez o gol que manteve o time invicto e na liderança isolada do Campeonato Brasileiro, com um jogo a menos.
    O triunfo no Centro-Oeste coloca o Corinthians em seu melhor momento na temporada. Foi a quinta vitória consecutiva, um feito inédito em 2011 e alcançado pela última vez no primeiro semestre do ano passado. O time tem agora 22 pontos, em primeiro lugar, e enfrenta o Internacional às 21h da próxima quinta-feira, em São Paulo, em partida antecipada da 12ª rodada.
    Não foi o primeiro tempo dos sonhos de Paulo César Gusmão e Tite. Para evitar um desgaste excessivo por causa do tamanho do gramado do Serra Dourada, maior do que o Pacaembu, o Corinthians trocou a habitual pressão dos jogos em São Paulo pela cautela e permitiu que o adversário tomasse a iniciativa. Os erros, porém, vieram dos dois lados, principalmente nos passes em jogadas de ataque, irritando os treinadores.
    O Corinthians só não diminuiu o ritmo da marcação ofensiva, uma de suas principais armas neste início quase perfeito de Brasileirão. Foi com ela que os paulistas tiveram sua melhor chance, aos cinco minutos. Após bobeada dos zagueiros, Alex parou em boa defesa de Márcio, e Paulinho mandou para fora no rebote dentro da área.
    Foi só. Em sua primeira partida como titular, Alex não se entendeu com os atacantes, errou bastante e esteve muito abaixo do que se espera de um reforço de R$ 14 milhões. Danilo lutou, mas não contou com o auxílio de Willian, em tarde infeliz. Pior para Liedson, que se isolou entre os zagueiros e quase não apareceu.
    O Atlético-GO esteve melhor com a aposta na velocidade dos armadores Thiaguinho e Vitor Júnior. Com dificuldade para jogar pelo chão diante da defesa menos vazada do torneio, o Dragão levou vantagem pelo alto. Na terceira oportunidade, o centroavante Anselmo foi freado por um milagre. Julio Cesar salvou uma bola com o joelho direito após cabeçada. Alguns jogadores goianos comemoram o gol. O árbitro mandou seguir.
    O segundo tempo pouco mudou o panorama. O Atlético-GO tentou pressionar, mas esbarrou na boa marcação feita pelo Corinthians. Tite, contudo, não conseguiu corrigir a ligação entre defesa e ataque. Sem Jorge Henrique, machucado, Alex não manteve a velocidade da equipe.
    O Timão só saiu de trás a partir dos dez minutos e por muito pouco não ficou em vantagem com Liedson. Márcio parou o Levezinho com duas boas defesas em uma cabeçada na pequena área e em um chute de fora da área. A melhora resultou em gol aos 24. Willian recebeu passe de Danilo entre os zagueiros, driblou o goleiro e tocou para a rede.
    A desvantagem desestabilizou o Dragão. PC Gusmão aumentou a presença de área com a entrada do centroavante Marcão, ídolo da torcida. A mudança, contudo, em nada mudou o comportamento da equipe.   
   O Corinthians tratou de cadenciar o jogo, tocar a bola e esperar o apito final para voltar a São Paulo com mais três pontos.


 Fla bate Fluminense e continua vice

  
    Em um clássico marcado pelo grande número de passes errados (90), chances perdidas e lances polêmicos, o Flamengo foi mais eficiente do que o Fluminense e venceu por 1 a 0, neste domingo, no Engenhão. O autor do gol que manteve o Rubro-Negro na vice-liderança do Campeonato Brasileiro foi Willians, de cabeça.
    O Fla chega à quarta vitória seguida e tem agora 19 pontos, três a menos do que o líder Corinthians. O Flu, que foi superior em boa parte do jogo mas perdeu diversas chances, permanece com 12 pontos e agora ocupa a nona posição.
    No próximo sábado, pela décima rodada, o Fluminense vai até o Couto Pereira enfrentar o Coritiba, às 18h30m. No domingo, às 16h, o Flamengo enfrenta o Palmeiras de Kleber e Luiz Felipe Scolari no Pacaembu.
    O clássico começou bastante movimentado e aberto, com as duas equipes de olho no ataque. O Flamengo tinha mais posse de bola, mas o Fluminense era mais objetivo e criou as melhores oportunidades de abrir o placar. O atacante tricolor Ciro foi o grande protagonista no inicio da partida. Com liberdade, ele criou pelo menos três boas chances de gol. Na mais clara, ficou de frente para o goleiro Felipe, mas, desequilibrado, não conseguiu finalizar como queria.
    Pelo lado do Flamengo, a dificuldade era entrar na área do Flu. Então, o jeito era arriscar de longe. Renato tentou, mas Diego Cavalieri defendeu. Thiago Neves não estava com a mesma pontaria. Fez algumas tentativas, mas mandou todas por cima da meta.
    O desenrolar da partida foi um festival de passes errados: foram 59 ao final do primeiro tempo (28 do Flu e 31 do Fla). Mesmo no meio de tantos erros, o Tricolor chegou muito bem novamente. Após cruzamento de Carlinhos, Rafael Moura chutou na trave depois de se antecipar ao marcador.
   Na volta do vestiário, o Fluminense se lançou ao ataque. A pressão teve duas faltas perigosas cobradas por Souza e uma ótima cabeçada de Rafael Moura que Felipe voou para defender. Depois foi a vez de Edinho arriscar de fora com perigo. O Flamengo ainda contou com um erro do árbitro Rodrigo Pereira Joia, que não advertiu Airton por um tapa no rosto de Souza. Depois, a reclamação tricolor foi em uma falta cometida em cima de Rafael Moura dentro da área.
    Com o Fla acuado no campo de defesa, Luxa colocou Negueba no lugar de Deivid para puxar os contra-ataques com mais velocidade. Já Abel Braga lançou Rodriguinho na vaga de Marquinho para deixar seu time ainda mais ofensivo. E foi o atacante que perdeu uma grande oportunidade dentro da área ao chutar para fora. A esta altura, com 30 minutos já havia 80 erros de passe no jogo.
    No Flamengo, Negueba era quem mais ameaçava. Em duas oportunidades o jovem atacante levou driblando até a linha de fundo mas errou na hora de cruzar. Aos trancos e barracos e com a ajuda da má pontaria dos tricolores, a equipe rubro-negra se segurou até o apito final e somou mais três pontos.

Fonte: globoesporte.com