Uma vitória com o dedo do técnico. O Flamengo dominava o São Paulo, rondava com muito perigo o gol de Rogério Ceni, mas a bola não entrava. Foi então que Vanderlei Luxemburgo resolveu agir. Colocou Negueba e Botinelli em campo. E foi a dupla que saiu do banco que fez a jogada que garantiu a justa vitória por 1 a 0, resultado que fez a festa da torcida rubro-negra no Engenhão e que colocou o time na vice-liderança, com 16 pontos, três a menos que o Corinthians, que bateu o Vasco por 2 a 1 e ainda tem um jogo a menos.
Do lado do Morumbi, segue a queda livre. Foi a terceira derrota seguida de um time que parece ter perdido o rumo no Campeonato Brasileiro. Sem Lucas, que está na Seleção Brasileira que disputa a Copa América, o Tricolor virou um time acéfalo. Nem mesmo Rivaldo, que entrou no segundo tempo, melhorou as coisas.
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| Ronaldinho dando trabalho à defesa do São Paulo |
No Flamengo, a grande novidade foi a estréia do volante Airton, contratado junto ao Benfica. No São Paulo, ao invés de utilizar uma formação mais cautelosa, com quatro volantes, usada com sucesso nas vitórias contra Fluminense e Atlético-MG, Paulo César Carpegiani preferiu formar o time com Marlos mais recuado, vindo com a bola de trás, e Dagoberto e Fernandinho formando a dupla de ataque.A primeira etapa teve duas partes distintas. Nos primeiros 15 minutos, o São Paulo surpreendeu o Flamengo com forte marcação na saída da defesa rubro-negra. Com os espaços bem preenchidos no meio-campo, o Tricolor controlou a posse de bola. Aos 11, Felipe saiu da meta e evitou gol de Fernandinho. O Flamengo respondeu aos 14, em chute perigoso de Thiago Neves.
A partir dos 15, começou a outra etapa do primeiro tempo, na qual os rubro-negros foram bem superiores. Basicamente porque Ronaldinho Gaúcho, mesmo com pouca movimentação pelo lado esquerdo, começou a fugir da marcação. Ele apareceu com perigo em três lances. No primeiro, acertou a trave de Ceni em cobrança de escanteio. No segundo, exigiu boa defesa do camisa 1 em cobrança de falta. Na sequência desse lance, o Tricolor armou contra-ataque e Fernandinho perdeu grande chance. Na terceira, o camisa 10 só não marcou porque demorou para chutar e permitiu corte de Xandão.
Preocupado com o crescimento do craque rival, Carpegiani fez uma inversão no time. Jean saiu da lateral e foi para o meio e Wellington, melhor marcador, foi atuar pela direita. Isso também era uma tentativa de fazer o time ter saída pelo meio. Não deu certo. Até o intervalo, o Flamengo esteve mais perto do primeiro gol.
Os dois times voltaram com as mesmas formações e as mesmas posturas. Ou seja, o Flamengo atacando e o São Paulo se defendendo. A estratégia flamenguista foi a mesma usada pelo São Paulo no começo da partida: pressionar a saída da defesa tricolor, que rifava a bola a todo tempo. Aos cinco, erro do juiz Márcio Chagas da Silva, que não marcou pênalti claro de Wellington em Ronaldinho Gaúcho. Aos 11, o gol só não saiu porque Rodrigo Souto, em cima da linha, evitou gol de Deivid.No banco tricolor, Carpegiani não escondia a preocupação com a apatia de sua equipe. Tanto que chamou Rivaldo para entrar e tentar segurar a bola no meio-campo. O camisa 10 entrou na vaga do apagadíssimo Fernandinho. Luxemburgo respondeu com duas alterações: Botinelli e Negueba, nas vagas de Airton e Deivid. O treinou colocou o garoto da sub-20 bem aberto pela direita, em cima de Juan, que já tinha cartão amarelo. Carpegiani, então, deslocou Carlinhos Paraíba para a esquerda para ajudar o camisa 6. Aos 24, o São Paulo deu seu primeiro chute ao gol adversário: Rivaldo, de primeira, exigiu boa defesa de Felipe.
Depois de muito pressionar, o Flamengo finalmente transformou sua superioridade em vantagem no marcador. Negueba desceu pela direita e fez belo cruzamento para Thiago Neves, que fez ótimo corta luz para Botinelli, que bateu no contrapé de Rogério Ceni:1 a 0.
Aos 30, momento de pânico no Engenhão. O São Paulo foi ao ataque e Marlos dividiu a bola com o goleiro Felipe. Houve um choque do pé direito do jogador na cabeça do goleiro, que perdeu os sentidos. Após os gritos desesperados dos jogadores em campo, o departamento médico flamenguista entrou em campo. Uma ambulância chegou a ser solicitada, mas aos poucos, o camisa 1 rubro-negro acordou. E seguiu em campo. Nos minutos finais, o São Paulo até buscou o empate, mas o Flamengo soube segurar a pressão e comemorar a justa vitória.
Corinthians acaba com festa de Juninho Pernambucano
O cetro e a coroa estavam preparados para Juninho Pernambucano, mas dois “plebeus” trataram de manter o Corinthians na liderança do Campeonato Brasileiro e acabar com a festa pelo retorno do meio-campista ao Vasco. Depois de um susto com o gol do Reizinho logo a um minuto em falha do goleiro Julio Cesar, o invicto Timão contou com os pouco badalados Ralf e Paulinho para virar o jogo, vencer por 2 a 1 e segurar o primeiro lugar na classificação.
A reestreia do ídolo vascaíno e o gol marcado por ele logo no início do segundo tempo não foram capazes de atrapalhar a grande fase corintiana no torneio nacional. O Timão controlou rapidamente o jogo, inverteu a vantagem no placar e arrancou para o quarto triunfo consecutivo.
Mesmo com um jogo a menos (enfrenta o Santos em 10 de agosto, pela quinta rodada), o clube chega aos 19 pontos e aumenta de um para três a vantagem sobre o segundo colocado, o Flamengo. No domingo, visita o Atlético-GO, às 16h, no Serra Dourada, em Goiânia.
Campeão da Copa do Brasil e garantido na Libertadores 2012, o Vasco tenta não se acomodar na competição, mas acumula sua segunda derrota consecutiva. Com isso, cai para o décimo lugar, com 11 pontos, e enfrenta o Internacional, sábado, às 18h30m, em São Januário.
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| Dispulta entre jogadores. |
Por dez minutos, a ambiciosa estratégia de Ricardo Gomes deu certo. Rômulo era o único volante, mas ganhava a ajuda de toda a equipe, recuada em seu campo de defesa durante os ataques rivais. Juninho, aos 34 anos, mostrou bom desempenho na marcação e na armação das jogadas. Já Éder Luis, posicionado aberto pelo lado direito do ataque, freou as descidas do lateral-esquerdo Fábio Santos, uma das principais jogadas do Timão.O pouco espaço dos atacantes corintianos permitiu que os volantes aparecessem mais. Ralf, como de costume, foi um leão na proteção dos defensores, arrancando gritos da torcida a cada dividida. Mas, desta vez, o “cão de guarda” se destacou no ataque para superar Fernando Prass, autor de duas lindas defesas logo no início. A cota de milagres acabou aos 21 minutos quando, em rebote na entrada da área, o volante chutou forte no canto direito. A bola passou por baixo do goleiro rival e morreu na rede.O Vasco se assustou com a velocidade do Corinthians e se atrapalhou na tentativa de jogar nos contra-ataques. Diego Souza, Alecsandro e Éder Luis não conseguiram segurar a bola na frente e permitiram que a equipe fosse encurralada. Novamente um volante apareceu no sistema ofensivo para colocar o Timão em vantagem, aos 42. Paulinho recebeu de Danilo, invadiu a área e tocou bonito no canto direito baixo.
Por dez minutos, a ambiciosa estratégia de Ricardo Gomes deu certo. Rômulo era o único volante, mas ganhava a ajuda de toda a equipe, recuada em seu campo de defesa durante os ataques rivais. Juninho, aos 34 anos, mostrou bom desempenho na marcação e na armação das jogadas. Já Éder Luis, posicionado aberto pelo lado direito do ataque, freou as descidas do lateral-esquerdo Fábio Santos, uma das principais jogadas do Timão.O pouco espaço dos atacantes corintianos permitiu que os volantes aparecessem mais. Ralf, como de costume, foi um leão na proteção dos defensores, arrancando gritos da torcida a cada dividida. Mas, desta vez, o “cão de guarda” se destacou no ataque para superar Fernando Prass, autor de duas lindas defesas logo no início. A cota de milagres acabou aos 21 minutos quando, em rebote na entrada da área, o volante chutou forte no canto direito. A bola passou por baixo do goleiro rival e morreu na rede.O Vasco se assustou com a velocidade do Corinthians e se atrapalhou na tentativa de jogar nos contra-ataques. Diego Souza, Alecsandro e Éder Luis não conseguiram segurar a bola na frente e permitiram que a equipe fosse encurralada. Novamente um volante apareceu no sistema ofensivo para colocar o Timão em vantagem, aos 42. Paulinho recebeu de Danilo, invadiu a área e tocou bonito no canto direito baixo.A pressão exercida pelo Corinthians no primeiro tempo diminuiu. Claramente, Tite tentou controlar o resultado para jogar nos contra-ataques. O Vasco reapareceu apostando nos espaços dados pelos laterais adversários. A primeira grande chance, porém, veio em bola parada, aos 14. Juninho cobrou falta pela direita, Alecsandro tentou desviar e a saiu muito próxima da trave.
Por dez minutos, a ambiciosa estratégia de Ricardo Gomes deu certo. Rômulo era o único volante, mas ganhava a ajuda de toda a equipe, recuada em seu campo de defesa durante os ataques rivais. Juninho, aos 34 anos, mostrou bom desempenho na marcação e na armação das jogadas. Já Éder Luis, posicionado aberto pelo lado direito do ataque, freou as descidas do lateral-esquerdo Fábio Santos, uma das principais jogadas do Timão.O pouco espaço dos atacantes corintianos permitiu que os volantes aparecessem mais. Ralf, como de costume, foi um leão na proteção dos defensores, arrancando gritos da torcida a cada dividida. Mas, desta vez, o “cão de guarda” se destacou no ataque para superar Fernando Prass, autor de duas lindas defesas logo no início. A cota de milagres acabou aos 21 minutos quando, em rebote na entrada da área, o volante chutou forte no canto direito. A bola passou por baixo do goleiro rival e morreu na rede.O Vasco se assustou com a velocidade do Corinthians e se atrapalhou na tentativa de jogar nos contra-ataques. Diego Souza, Alecsandro e Éder Luis não conseguiram segurar a bola na frente e permitiram que a equipe fosse encurralada. Novamente um volante apareceu no sistema ofensivo para colocar o Timão em vantagem, aos 42. Paulinho recebeu de Danilo, invadiu a área e tocou bonito no canto direito baixo.A pressão exercida pelo Corinthians no primeiro tempo diminuiu. Claramente, Tite tentou controlar o resultado para jogar nos contra-ataques. O Vasco reapareceu apostando nos espaços dados pelos laterais adversários. A primeira grande chance, porém, veio em bola parada, aos 14. Juninho cobrou falta pela direita, Alecsandro tentou desviar e a saiu muito próxima da trave.Como aconteceu contra o Bahia, o setor ofensivo do Corinthians perdeu rendimento. Danilo caiu de produção e levou com ele Jorge Henrique e Liedson. Tite colocou Emerson no lugar de Willian e ouviu das arquibancadas a torcida pedir a entrada de Alex. Do outro lado, Ricardo Gomes sacou o apagado Diego Souza e colocou Bernardo.
Alex entrou na vaga de Danilo, no Timão, e deu mais movimentação ao ataque corintiano. Em cobrança de falta, aos 30, fez Prass trabalhar. O Vasco não se entregava, mas tinha dificuldades de concluir com eficiência. O lance de mais perigo da equipe carioca foi em uma cobrança de falta de Bernardo, aos 44, que carimbou a trave esquerda de Julio Cesar. Depois disso, não havia mais tempo para o visitante reagir: vitória do líder, em dia de gols do "plebeus".
Fonte: globoesporte.com


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